Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Thraupinae
 Cabanis, 1847
Espécie: T. fastuosa

Nome Científico

Tangara fastuosa
(Lesson, 1831)

Nome em Inglês

Seven-colored Tanager


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Saíra-pintor

A saíra-pintor (Tangara fastuosa) é uma ave passeriforme da família Thraupidae.

Conhecida localmente em sua região de ocorrência como pintor, pintor-verdadeiro, sete-cores e saíra-sete-cores-do-nordeste.

Encontra-se ameaçado de extinção devido á forte pressão de caça para abastecer o comércio ilegal de aves silvestres e também à degradação de seu habitat

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupi) Tangará do (tupi) ata = andar; e carã = em volta; e do (latim) fastus = orgulho; fastuosa, fastuosus = orgulhoso, altivo.⇒ Dançarino orgulhoso.

Características

Mede por volta de 13 cm e é um dos poucos traupídeos que apresentam tons de roxo-violeta e alaranjado na plumagem. Há um dimorfismo sutil entre os sexos, que para olhos mais treinados resolvem os problemas para a sexagem em campo. Basta expor as aves sob a luz do sol, quando recém coletadas na Natureza para estudos e soltura, e olhando-se atentamente de cima, nota-se claramente a tonalidade azul-clara metálica da cabeça do macho, diferente da fêmea, que possui tonalidade verde-amarelada metálica. Outro detalhe é que quase sempre os machos possuem cabeça um pouco maior que a das fêmeas.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Alimenta-se de frutos, brotos, insetos e pequenos vermes.

Reprodução

Geralmente de setembro a dezembro. Ninho em forma de taça, mas há relatos de ninhos semi-fechados, muitas vezes feitos com folhas de várias plantas da família das taquaras, e postura média de 2 a 3 ovos, tendo 2 a 3 ninhadas por temporada. Estes ninhos são geralmente construídos dentro de bromélias epífitas em árvores relativamente altas.
Os filhotes e imaturos apresentam plumagem de coloração verde-oliva uniforme.

Hábitos

Vive em ambientes que vão desde matas bem preservadas a outras severamente transformadas, entre elas zonas costeiras de restinga, florestas úmidas e áreas do Rio Grande do Norte conhecidas como tabuleiros. Alguns fragmentos de mata que ainda restam nos grotões de propriedades das usinas de cana-de-açúcar do Nordeste tem sido verdadeiros refúgios para a espécie. Por vezes freqüenta pomares, próximos às pequenas matas nativas onde ainda subsiste precariamente. Diferente de sua congênere do Sul e Sudeste, a saira-sete-cores (Tangara seledon), o pintor-verdadeiro quase não é visto em bandos mistos, sendo mais comum em pequenos grupos familiares. É agressivo e territorialista. Pode ser atraído pela imitação de Glaucidium brasilianum como constatado em Sirinhaém, Pernambuco.

Distribuição Geográfica

É um endemismo notável do Nordeste brasileiro; sendo restrito principalmente no litoral dos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, havendo relatos para o estado de Sergipe. Segundo alguns pesquisadores, no intuito de diminuir a ameaça de extinção que paira sobre essa espécie, muitas aves capturadas ao tráfico, foram soltas em áreas não divulgadas, onde quase não existem outros traupídeos; como algumas reservas do Centro-Oeste e mesmo em algumas ilhas do litoral brasileiro. Infelizmente a introdução desta espécie em outros ambientes pode ocasionar consequências não previstas. Lembremos que a introdução de qualquer espécie exótica em um ambiente que não o seu pode prejudicar em vez de ajudar a biodiversidade.

Referências

Galeria de Fotos